sábado, 2 de fevereiro de 2013

Odoiá, minha Mãe

Estou no ar, querida Mãe, no alto de uma nuvem, a fim de lhe entregar seus presentes: suas flores brancas e seu vidro de alfazema. Sentada nessa nuvem, em tempo de lá cair, me equilibro para festejar seu dia, e pedir, já que vivo para isso, como todo ser vivente: sou uma pedinte, "pidona", como chamamos na minha terra a menina que pede sem qualquer vergonha na cara; peço, portanto, mais uma vez: tenho um papel cheinho de pedidos. Mas posso cair da nuvem, então vou abreviar o peditório, pedindo apenas tua mão hoje no meu ori, na minha cabeça, no meu juízo. Sei que o dia é agitado para a senhora, querida mãe, mas não tire, por favor, lhe rogo, durante todo o dia de hoje, não tire sua mão do meu ori.

5 comentários:

Sandra Pereira disse...

Odoiá!!!

Cintia Marques disse...

Olá Aeronauta!!!!! Sou estudante de letras da UFBA, me identifico com seus textos e estou desenvolvendo um projeto de pesquisa sobre seu blog.Gostaria que se possível me disponibilizasse seu Email.

Cintia Marques disse...

Olá Aeronauta admiro muito seu trabalho.Sou estudante de graduação da UFBA e estou desenvolvendo um projeto de pesquisa sobre seu blog.Gostaria que se possível me enviasse seu Email.

aeronauta disse...

Olá, Cíntia, que boa notícia!
Segue abaixo meu email:
angelavilma@yahoo.com.br
Abraços!

Anônimo disse...

The most important question in уоur thoughts at this time havе to
bе doеs trilastin work?

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