terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

poema para os dias inúteis

Tem dias em que tudo se faz inútil.
Nesses dias não devemos abrir a porta.
Devemos fechar as persianas, e desse modo
Destruir o homem.
Ou a mulher que insistir
em chamar seu nome.

Lá fora sempre irão lhe chamar.
E lhe repito, é melhor não abrir.
Feche tudo com trancas de ferro
Dessas de trancar presídios.
Sele sem vestígios sua presença
inalterável para o mundo.

Para que isso tudo
se o vulto que somos
não atinge o escuro?

Desça bem fundo
verticalmente,
suma

7 comentários:

Anônimo disse...

='(

Assis Freitas disse...

submergir até o infinito se fechar,


abraço

Chorik disse...

Só desse jeito pra gente se encontrar.
Bj

Luís Gustavo Brito Dias disse...

- o seu poema para os dias inúteis também me recorreu para uma visão de alienação.

devo confessar que prefiro as portas abertas.

grande abraço.

Naiana P. Freitas disse...

verdade...sei bem.Instintivamente minha alma segue o imperativo: Suma!
Muito bom, muito bom!
abraços!

Elionai disse...

Excelente! Encontro do dito com não dito. Incrível...

Sandra disse...

"Tenho por princípios nunca fechar portas, mas, como mantê-las abertas o tempo todo, se em certos dias o vento quer derrubar tudo?" Adriana Calcanhoto/Jorge Salomão