domingo, 31 de outubro de 2010

o que é belo no mundo


Pai com uma máquina fotográfica nas mãos e mil ideias na cabeça. Filhas indo para todos os cantos para tirarem retratos. Eu, incrível, fui me sentar para ser retratada no lugar mais feio da casa: o monturo do quintal. Nesse monturo tinha um um pneu jogado de lado, uma panela velha e um pedação, rasgado, de papel. Eu me sentei na pedra em pose de artista, com um laço de fita no cabelo e um vestido amarelo. Clique! Eterno.

7 comentários:

Lidi disse...

Você já sabia que seria artista. Bjs

Gerana Damulakis disse...

E acabou ficando uma foto legal.

Chorik disse...

Fantástico esse registro. Exuberante o sorriso, a pose, a menina. E o cenário só exacerba o contraste.

aeronauta disse...

Gente, eu estou horrorosa! Sempre tive pavor a essa foto, pavor!(Colocá-la aqui é mais que um ato de coragem, acho que exercício de desprendimento) O que acho interessante mesmo é o local retratado, a minha escolha.

Edu O. disse...

São estes cantos que contam a vida do lugar! Lindo!

Nilson disse...

Linda foto, linda história, fiquei visualizando toda a movimentação. E essa palavra, monturo, que me leva de volta à infância no interior. Acho que não ouço isso há uns 30 anos!

Marcus Gusmão disse...

Vi este post em Iaçu e fiz uma foto de Maria no monturo do quintal da casa do bisavô com a esperança de um dia ela também fazer um post como esse.