sábado, 21 de agosto de 2010

Poemas para Antonio, parte I


Quem é Antonio? Não me interessa nem um pouco saber. Interessa a você?
Quando alguém toma a forma da palavra, a forma humana desaparece.
Não há pessoa de carne e osso que coincida com a palavra escrita.
O ser humano é perecível, imperfeito, faz doer.
O personagem é algo mítico, sobrevive na busca do estado de perfeição. Sobrevive no imaginário. Ronda caminhos etéreos e felizes.
Quem é Antonio?
É o santo.
E ponto final.

6 comentários:

Gerana Damulakis disse...

Quem é Antonio? É o nome que está no título do volume de poemas imperdível.

Por que você faz poema? disse...

Estarei presente,
certamente.

Chorik disse...

Antônio são os choriks da vida! Pretensões à parte, estarei em pensamento e coração com você e seus/nossos amigos, feliz, muito feliz.

Centelhas do outro disse...

Estaremos presentes.

Bípede Falante disse...

Aero, se eu pudesse, iria! Iria tão feliz. Mas não posso. Então, apenas desejo que esse seu dia seja um dia de muita alegria.
bj.

Banho Veneno disse...

Quis comentar desde o primeiro dia que vi, mas não foi possível. Quem é Antonio? Ele é uma força que virou livro. Eu sei o que é isso...A forma humana desaparece? Não acredito nisso, você não desapareceu, pelo contrário. Desaparecer é só uma vontade que o poeta tem para que seu livro se descole de sua pessoalidade, mas que no fundo sabe ser impossível. Não digo isso em relação aos leitores. Estou me referindo ao poeta quando olha para o livro. O que você vê? É tudo distante de você, de fato? Escrevemos sobre amor e dor. É um processo catártico, Antonio precisava nascer. Como mito? Como homem? O mito é aquilo que dura, não se perde e sempre retorna em um movimento cíclico, como o amor. Antonio e o santo?...O amor nos seus poemas tem sim algo de elevado, fome que não se interrompe no tempo. Antonio é a representação de um amor mítico.