
Na minha linda juventude eu era tão infeliz. Creio que sempre soube, diferentemente da poeta Mônica Menezes, ser muito infeliz. Na minha extrema e lírica infelicidade ouvia Raul Seixas. Até que um amigo nosso resolveu desvelar a morte, "morte, morte, morte que talvez seja o segredo dessa vida". Deu um tiro em si e deixou uma carta: que Raul fosse cantado no seu enterro; não fui ao enterro, mas Raul continua cantando até hoje dentro de mim, dentro dessa morte, nesse enterro contínuo, infinito.
Um comentário:
Gosto muito da sua prosa poética.
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