segunda-feira, 2 de abril de 2012

ao Vento


Entrego ao vento tudo isso.
Nada é meu, nada.

Leve, Vento,
minha casa, meu travesseiro,
meus livros
para o teu desterro.

Leve, de cá eu assisto
todas as perdas.
Elas pesam, mas teu hálito
não é de pedra, é de ar

E tuas asas invisíveis
abertas, a vagar
não são pássaros
não são nada

6 comentários:

M. disse...

Tão lindo, Mulher Alada, tão leve. Poesia que saiu da alma, verdadeiramente Poesia. Bjs

Adriano Alves disse...

Depois de tanto tempo sem ler tuas palavras, e, de repente, sou invadido por essa ventania: intensa e bela, como não há na natureza.

Um abraço, Ângela.

Adriano Alves disse...

Depois de tanto tempo sem ler tuas palavras, e, de repente, me invade essa ventania: intensa e bela, como não há na natureza.

Um abraço, Ângela.

aeronauta disse...

M. e Adriano: obrigada por comentários tão bondosos! Abraços.

Maria Muadiê disse...

O vento não é nada e é capaz de levar tudo. Maravilhoso, o vento.

Sandra disse...

O seu vento Ângela, com você o quis aqui, pode levar muitas coisas...só não se esqueça que por vezes, ele também pode trazer. Lindo!