domingo, 18 de maio de 2008

Ah, eu quero mesmo...

Definitivamente, não sei viver nesse mundo. Os números me apavoram; não sei declarar imposto de renda; não quero telefone celular; odeio ir ao banco; fazer supermercado é uma coisa que me deixa de baixo-astral; não entendo quase nada de computador; não sei usar data-show; detesto ter de pagar qualquer conta, em pé, nalguma fila; nunca tirei um retrato com a máquina digital - não sei nem por onde começar, aliás, não desejo ter uma...

Ah, eu quero mesmo é que me chamem de Aurora, ou Margarida; quero ter um sobrado antigo, um gramofone tocando no crepúsculo de domingo; na sala-de-estar uma estante com porta de vidro, e muitos, muitos livros antigos, de meus mais queridos antepassados. Minhas mãos tocando fronhas e lençóis bordados com iniciais em pontos-de-cruz, enquanto espero por ti, espero por ti, à sós... em todos os séculos que passam por nós...

9 comentários:

Maria Muadiê disse...

;)
Também não gosto da vida real.
Beijo

Críticas Criticáveis disse...

Nauta, to cheio d problemas e ando sem tempo pro blog. Foi mal minha ausência. Esse negócio de nao gostar da vida moderna faz parte do seu charme, do seu show!!!
Bjao nautinha!

Anônimo disse...

Aeronauta, também acho muito difícil fazer as coisas práticas, e muitas vezes me perco. Mas estou tentando aprender, porque se faz necessário para mim agora. Beijos, da sua amiga Estranha.

SANDRO ORNELLAS disse...

Ai que saudades que eu tenho
Da minha infância querida
Da AURORA da minha vida...

Carlos Barbosa disse...

Saudade, reconhecimento de que houve momento melhor que este. Saudade de uma viagem maravilhosa faz querer outras viagens. Então, Aérea Persona, ajuste o plano de vôo, outras viagens maravilhosas pedem realização. Abr. (carlos)

Carlos Rafael disse...

Sou do tempo pré-industrial
Quando se ouvia as cigarras
E olhava-se a lua
Suspirando apaixonado

Vou embora pro passado
Pois lá sou amigo do rei

Ives Röpke disse...

Não vivi o auge da época "pré-industrial", mas o excesso da tecnologia de hoje me entedia que só.

ediney disse...

eu gosto da vida i-real

Kátia Borges disse...

Acho engraçado como o celular, por exemplo, criou urgências que não existiam. Fica todo mundo louco quando a bateria acaba. E o que dizer dessa febre horrorosa de Ipod? Você nem consegue falar com as pessoas sem gritar ou puxar pelo braço. Concordo com você. Beijos