quinta-feira, 15 de outubro de 2009

em silêncio


Acalma-te, Hamlet. "Vê como a Dor te transcendentaliza!" Jesus, depois da revolta, entregou-se. "Muss es sein? Es muss sein!" (É preciso? É preciso! É preciso!) Dias inteiros sem mistérios, sob um céu de artifício, onde nada explica, nada acontece. Acalma-te. "A injustiça não se resolve". Tudo permanece, imóvel. Deus, entre as flores do campo, se esconde de ti. Não busque-o, deixe-o brincar, mover-se entre os mortos jasmins. Tua oração precisa ser branca, inerte, parada. Enfim, dilua-te no vinho, na água. Beba-te inteiro, sem exageros, quieto. (Tua mágoa apenas entedia o universo.)



Imagem: "Mar revolto, por Marina Palmeira.
(www.flickr.com)

Um comentário:

Luli Facciolla disse...

Parabéns PROFESSORA! Feliz dia!

E, Nauta, parabéns pelo texto, mais uma vez!

Beijo