segunda-feira, 28 de maio de 2012

A estrada



Ontem à tarde assisti ao filme A estrada, de Fellini. Desde então, o filme continua passando aqui por dentro. Já é outra tarde, mas com relação às coisas de dentro não há cronologia. A tela imensa que minha alma acolhe, de novo me faz chorar por Gelsomina, a terna e triste Macabéa italiana. Eu sou, sempre fui e serei essa criatura. Zampanò é o mundo acorrentado. Eu toco, aqui dentro, a mesma música. E morro antes de acabar o filme.

Um comentário:

Por que você faz poema? disse...

La Strada e
Le notti di Cabiria
são filmes que não
saem de mim.