terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Bilhete encontrado numa gaveta

Não tenhas medo de meu amor. Em dias de chuva ele se veste das sombras deixadas pela ausência dos transeuntes. Em dias de calor despe-se do vermelho e sonha o nu absoluto, mais obsceno, vertendo-se em sonho... Para isso servem os amores impossíveis: para nutrir a natureza, celebrar a noite e a morte como vínculos com o eterno sentimento do mundo.

14 comentários:

Personagem Principal disse...

Driblei meu quebranto para te fazer uma visitinha, Nauta! Saudades daqui... Feliz ano novo!

Ainoã disse...

Uhmm, ainda bem que o bilhete foi encontrado! Belo texto! Vc quem escreveu?

Críticas Criticáveis disse...

Poxa minhas gavetas só têm cheiro de naftalina, queria que elas escrevessem assim heheheh

Luíza disse...

e amores impossíveis dão mais vontade de correr atrás neh?!
Beijos

katherine funke disse...

amores impossíveis nos conectam com o indizível

katherine funke disse...

De quem o bilhete?
De quem a gaveta?
De quem o impossível?
O amor não pertence a ninguém.

aeronauta disse...

Personagem: que quebranto é esse?...
Ainoã: que bom que você gostou do texto! Fui a autora sim do bilhete.
Críticas: esse bilhete também estava com cheiro de naftalina.
Luíza: amores impossíveis servem para a gente sonhar - não dá para correr atrás deles.
Katherine: é isso mesmo:"amores impossíveis nos conectam com o indizível", e, de fato, o amor não pertence a ninguém. Gostei muito de sua reflexão.
Obrigada a todos pelos comentários.

Renata Belmonte disse...

Ah, que saudade!Bjs

Carlos Barbosa disse...

Caríssima Aérea Persona: posso publicar em meu blogue este bilhete? Isso diz tudo. Ah, e jamais passou por minha cabeça que vc não pudesse ser a autora do texto. O(a) "ainoã" me ofendeu com a pergunta. Mas já perdoei. Abr. (carlos)

aeronauta disse...

Será uma honra para mim, Carlos, a publicação do bilhete no seu blog. Ah, que alegria infantil! Que bom que você gostou. Abração.

Ainoã disse...

A título de esclarecimento:
Quando perguntei se foi a aeronauta quem escreveu "o bilhete", não houve nenhuma razão de ofensa, ou sequer desprestigiar a capacidade da nobre aeronauta. Perguntei apenas pq nos textos anteriores, aeronauta colocou trechos de Cecília Meireles,poesia de Hilda Hilst e versos de Mauro Mota. Em nenhum momento achei que a aeronauta não fosse capaz de escrever tão belo texto.

aeronauta disse...

Claro, Ainoã, todos nós sabemos disso. Não se preocupe, tá? Você será sempre bem-vinda aqui. Bjos.

Carlos Barbosa disse...

Caro(a)Ainoä: qd se publica um texto alheo, se assina; se não está assinado é porque o texto é de autoria própria: regra universal. Duvidar da autoria, portanto, trai um preconceito. E ponto final. Abr. Carlos Barbosa

SANDRO ORNELLAS disse...

e o que fazer com os amores possíveis?