terça-feira, 9 de dezembro de 2008

ausência


sou o que sou, nas escolhas, nos vazios, no medo de atravessar a rua, em desistir de prosseguir. sou isso. umbigo escondido pela roupa entreaberta. festa animada que não quis ir. ferida exposta para que todos vejam. sou isso aí. não esperem nada de mim: nem alegrias, nem poemas, nem músicas de botequim. nem aquela seleção clássica que contém una furtiva lacrima. eu nem estou aqui.



Imagem: www.flickr.com

11 comentários:

Bernardo Guimarães disse...

Pôxa!

Menina da Ilha disse...

Volte. Estive hoje na sua casa e não lhe encontrei. Fomos recebidos por uma intrusa que nem ouvia o que falávamos. E olhe que você sabe que Vinicius fala pelos cotovelos e acho que gosta mais de você do que de mim.Onde anda aquela minha irmã que ri de qualquer besteira que falo? Bote aquela outra para fora da sua casa o mais urgente que puder ,pois ela não combina em sua casa. Nem o chocolate que deixei para você, ela deu importância. Tome sua casa de volta porque quero voltar, mas só quando você expulsá-la de lá. Não sabe o quanto é importante para nós?

Luli Facciolla disse...

Oxente... o que foi que deu?!

maria guimarães sampaio disse...

beliiiiiiiissimo texto poema!

Renata Belmonte disse...

O que está acontecendo? Espero que você esteja bem.
Bjs,
Renata

Janaina Amado disse...

PRESENÇA de Aeronauta
.Nos belos textos, sensíveis, autorais, como só ela sabe escrever
.Nas fotos sugestivas, escolhidas a dedo, que se espalham pelo texto, como água.
. No humor fino, penetrante.
. Nas relembranças sensacionais, que têm cheiro, forma, cor, carregando a gente junto prum tempo e um espaço que a gente não sabe quando e onde, mas fica lá, maravilhado.
. Uma culpa, uma dor, um achar-se menos que os outros.
. Uma irmã e um monte de amigos blogueiros que adoram se encontrar com ela, os amigos, virtualmente, a irmã, pelo blog e pessoalmente.
Assim como Menina da Ilha, lhe peço: voooolta!

Kátia Borges disse...

Queridíssima, como estás? donde estás? Nós aqui, sempre passeando pelo Aeronauta, voando junto. BJ

Anônimo disse...

Com lágrimas e um nó na garganta. Parabéns Menina da Cristaleira (da Ilha. Lição de Amor.
Bicho do Mato

Nilson disse...

Que ausência plena essa sua. Que texto! Mas espero que você ouça os conselhos da Menina da Ilha!

Edu O. disse...

e como vc aqui!

KimdaMagna disse...

E, comendo terra, voltar para a África, através da morte. Um negro, com banzo, era uma peça perdida.
(Leminski em: "Cruz e Souza")

saímos todos de àfrika. ela é de todos e a tortura, ferros e quejandos são extensivos também a todos. Mãe Afrika não é uma quesão de cor, mas sim a do ventre que gere vida.