terça-feira, 19 de agosto de 2008

Oh, meu facão!

É, Marcus, eu também, nessas horas, sinto falta de meu facão. Ele sumiu de uma hora para outra. Ou foi mãe quem o escondeu? Não sei. Só sei que cortar cabeça é a melhor coisa que tem no mundo. Depois de chorar e rir, é claro. Que sou afeita a muito choro e a muito riso. E a querer matar gente. Principalmente cortando o pescoço. Isso porque desde pequena ouvia pai dizer que pescoço é a parte mais importante do corpo: ele quebrando... já era. Então, só um facão muito amolado para dar cabo de muito pescoço grosso ou fino de gente nojenta. Gente que nos odeia em segredo. Um facão bom, comprado na feira, luzindo de novo, pronto para a suave empreitada: num só golpe cara despregada do corpo, voando longe.

12 comentários:

Mônica Menezes disse...

Seu melhor facão é a literatura, Aeronauta. Você já decepou a cabeça do anônimo. Ele deve tá por aí agora, sem juízo. Oh, coitado!

Victor Paes disse...

Belo facão... Bela cara voando... Fiquei curioso de saber quem é você...

Bernardo Guimarães disse...

Me manda um endereço que envio um Collins 22 polegadas, reluzindo de novo, amolado na pedra!Quer com ou sem bainha?

Renata Belmonte disse...

Não há facão melhor do que o seu sucesso e vc sabe disso.
Bjs

Marcus Gusmão disse...

Agora, sim! Cheguei a ouvir o zunido do bicho schhhhiiii antes do golpe certeiro. Justo.

Bernardo, permita um pitaco no seu presente: bainha de facão é fundamental. Uma surra bem dada de bainha de facão é o primeiro degrau da punição física na justiça sertaneja, comum ao cotidiano educacional/afetivo do lar como corretivo para filhos, irmãos e, principalmente... irmã.

Bernardo Guimarães disse...

Pitaco aceito: mando preparar uma bainha de couro cru, deixado dois dias de molho. Fica no ponto.

aeronauta disse...

Marcus e Bernardo, essa conversa de bainha de facão tá boa... Couro cru... ô surra merecida no diacho do coisa ruim que atravessar meu caminho!

Personagem Principal disse...

Eu vou com Mônica e Rênate. Calma, gente! Quanta sede de sangue! Que tal um café? Rs.

Carlos Barbosa disse...

"O terreiro lá de casa / não se varre com vassoura / varre com ponta de faca / bala de metralhadora", ainda canta Vandré no meu toca-discos, sim, num LP de vinil, pois assim fica mais afiado o Canto Geral. Abr. (carlos)

LÍVIA NATÁLIA disse...

Misericóooodia, Aeronauta!
Mas sabe, sendo o pescoço a parte mais frágil do corpo,quebrando-se a morte é certeira...sabe que tive umas boas idéias homicidas?

Judith disse...

Nào sou muito boa com coisas que cortam. Nesse caso do facão eu antes separaria minha própria cabeça do resto, só no treino, e o coisa ruim ia continuar vivo, rindo da minha gagueira de mãos.
Mas adoro seus textos, conforme predisse sabiamente Maria Sampaio.

aeronauta disse...

Carlos: que música adorável!
Lívia: adorei te ver por aqui. Me aguarde lá no seu blog!
Judith: que bom que você veio conhecer o aeronauta! Obrigada pelas palavras carinhosas. Volte sempre!